A consciencialização para a mudança!

riviera maya
Desde pequena que sempre tive tendência para engordar. Lembro-me que durante a adolescência, a minha mãe dava-nos uma alimentação saudável (ou pelo menos tentava), porque ao mínimo descuido, quer eu quer ela, víamos logo as diferenças no corpo. Nomeadamente nas ancas e no rabiosque. Nunca fui uma maníaca pelo corpo e já tive os meus altos e baixos. Tinha 13 anos quando acho que atingi o meu máximo de índice de gordura corporal. Não praticava desporto, odiava as aulas de educação física e pouco ou nada fazia para comer bem. Gastava a mesada (quando tinha mesada) em Bollycao, batatas fritas e gomas, porque eram coisas que muito raramente tinha em casa. Lá está, a minha mãe mantinha algum rigor naquela casa. Por exemplo, ia ao Mc Donald’s uma vez a cada 6 meses, raramente havia refrigerantes, bolos só para as visitas e eram quase nulas as excepções à regra. Não que eu sentisse falta dessas coisas, mas às vezes o fruto proibido é o mais apetecido e lá ia sorrateiramente comprar gulodices. Quando fui estudar para Lisboa achei que estava na altura de dar uma oportunidade ao desporto e inscrevi-me no ginásio. Surpreendentemente, adorei a sensação de dever cumprido depois de uma aula de grupo, de uma sessão de cardio e\ou musculação. Confesso, aí sim, fiquei um bocadinho obcecada com o corpo. Treinava duas vezes por dia, à hora de almoço fazia aulas de spinning e ao final do dia, musculação. O meu almoço chegava a ser um gelado e o jantar cereais. Emagreci imenso mas não tinha um corpo saudável, só magro.
Até que, a minha mãe faleceu e o meu mundo desabou, literalmente. Não quero ser mal interpretada, não “afoguei” a minha dor na comida, nem nada do que se pareça. De um dia para outro tornei-me na mãe da minha irmã, o meu pai sempre trabalhou no estrangeiro, e mesmo longe fez um excelente trabalho como pai <3, mas deixei de ter tempo para mim. Não podia passar horas a fim no ginásio, pois a M era uma pré-adolescente. Tinha que preparar o jantar, arrumar a casa, arranjar as coisas para o dia seguinte, ajudar a M com os trabalhos de casa, tinha que estar com ela o máximo de tempo possível para tentar que ela não sentisse (tanto) a ausência da mãe. A minha prioridade é, foi e sempre será o bem-estar dos meus e, naquele momento, todas mas mesmo todas as minhas energias foram direccionadas para ela. Era muito mais fácil chegar a casa e encomendar uma pizza, ou trazer um Big Mac, ou fazer arroz que desse para 3 dias e fazer qualquer coisa frita para acompanhar. O tempo foi passando, sentia-me inchada mas não me sentia gorda. O tamanho das calças começou a aumentar sem eu me aperceber, até que comecei secretamente a usar o 46. Lá está, não tinha em casa “o polícia da alimentação”, já não ia tantas vezes ao ginásio, tinha deixado um emprego onde estava constantemente em movimento e começado um trabalho de escritório. Foi um culminar de acontecimentos, todos em simultâneo e estava por minha conta… mas continuava a não me sentir gorda.
Até que, no Verão de 2014, época do mundial ou europeu, estava eu a ver a selecção italiana ou portuguesa na televisão com os meus colegas e alguém me tirou uma fotografia de costas. Em inglês há uma expressão que assenta aqui que nem uma luva, “wake up call”. Aquela fotografia foi a minha wake up call. As minhas costas estavam cheias, mas mesmo cheias de refegos. Tinha 4 ou 5 rolos de cada lado e acreditem, não era da posição.
E foi aí que comecei esta caminhada para uma vida saudável, e passei do tamanho 46 para o 38.
(continua)
vida saudavel
P.S. – Nem sei como não tive a minha wake up call com a foto de cima, tirada em 2013 na minha lua-de-mel 😐
Love
C

2 Comment

  1. Comer bem e de uma forma saudável é sempre bom. Eu faço-o sempre que posso. No entanto sou pessoa que acredita que só corre bem se isso não for um sacrifício horrível, ou seja, é importante que tenhamos também algum prazer.
    bjs

    1. Claudia Oliveira says: Reply

      Sem sombra de dúvida Natália! Aliás o facto de manter uma alimentação saudável (a maior parte das vezes) não faz com que não me delicie com uma pizza ou um belo hambúrger 😉 Há que manter o equilíbrio 🙂 Vou falar sobre isso num próximo post! Um beijinho e obrigada pelo comentário! <3

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