Há um ano atrás…

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Lembrei-me há pouco que hoje faz 1 ano que descobri que estava grávida!
E por sua vez, faz 1 ano que escrevi este texto!

O tempo voa!

…mas os ténis ainda não lhe servem

 

05 de Julho de 2016

Eram 14 horas, o meu coração batia acelerado, naquele dia tinha que sair mais cedo, custasse o que tivesse que custar.

O mundo podia desabar aos meus pés, mas eu ia sair do escritório às 15:30.

Obviamente por volta das 15 horas tive um drama, que acabei por ter que deixar para o meu backup resolver. Tinha mesmo que sair!

E já estava atrasada.

Esperei pelo elevador, que pareceu demorar uma eternidade. Desci até à garagem da empresa e peguei no carro. Ando 5 minutos na estrada e o carro vai abaixo. Muito bem! Isto só podia ser karma… um calor abrasador e eu sem saber o que fazer.

Desliguei o carro, telefonei a dizer que estava um pouco atrasada…que novidade! Não podia desmarcar, não podia mesmo.

Miraculosamente o meu carro pegou! Acelerei a fundo (não muito a fundo, não gosto dessas coisas) e aventurei-me na 2ª circular rezando a todos os santinhos de que me lembrava para que não houvesse nenhum acidente.

Como eu não vou à missa, as minhas preces não serviram de nada! Lá estava ele… um pequeno toque entre 2 carros e uma fila de carros devida à curiosidade dos condutores (prato do dia!).

O que me valeu foi não ser hora de ponta. Passei e fui.

Pelo caminho invadiram-me 1001 pensamentos… incertezas de outrora, tornavam-se cada vez mais em certezas. Um turbilhão de emoções que oscilava entre tristeza e alegria.

Afinal, já há 2 anos que esperava por aquele que poderia ser “o momento”!

Sim… enganem-se as mentes que pensam que, pessoas que parecem perfeitamente saudáveis por fora, não estejam a passar por dramas pessoais que afetam o foro psicológico.

A verdade é que, nos últimos 2 anos, estive a tratar um problema na minha hipófise. Sempre tentei ver a coisa pelo lado positivo. Por mim, pelo meu marido, pela minha família e pelos meus amigos, mas nem sempre era tão fácil assim.

Muitas foram as desilusões que tive. Muitos foram os momentos menos bons, mas felizmente, tenho uma sorte danada. Tenho uma irmã e um marido espetaculares, que sempre estiveram por perto, para apoiar, para dizer parvoíces, para espairecer, para arrancar um sorriso do meu rosto.

Andava alegre por fora, mas preocupada por dentro. Demasiado preocupada.

Há 3 semanas tinha tido a consulta mais desencorajadora até aquele momento. Estávamos os 2 bem e agora só restava a ajuda médica especializada…num hospital público, onde a lista de espera no meu caso seria de mais ou menos um ano.

Tentei ver o lado positivo da coisa, mas foi das poucas vezes na minha vida que não o consegui encontrar.

Entretanto cheguei ao consultório com o coração numa mão e o resultado das análises ao sangue na outra. As pernas tremiam que nem varas verdes. A minha médica veio ter comigo à receção com um sorriso estampado no rosto.

Dizem que conceber um filho é o verdadeiro milagre da vida e ela, com esse sorriso, acabava de me confirmar que esse milagre tinha batido à nossa porta.

5\6 semanas aproximadamente.

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Love

C

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