Roadtrip Espanha – Marbella & Gibraltar

gibraltar

Ainda nem eram 8 horas e já eu estava toda bem-disposta a saltitar de um lado para o outro, pronta
para ir tomar o pequeno-almoço. As férias sempre tiveram este efeito em mim. A vontade de
explorar a cidade era tanta que quase me tinha esquecido do cansaço da viagem do dia anterior.
Descemos para tomar o pequeno-almoço. O hotel era grande, giro e moderno e, apesar de a sala do
pequeno-almoço ser no -1 e ter vista para nada, pudemos usufruir das nossas panquecas e ovos
mexidos (feitos no momento) numa espécie de estufa com luz solar, a ouvir os pássaros a cantar.
Saímos logo depois, prontos para descobrir Marbella. Demorámos menos de 5 minutos a chegar ao
centro da cidade. Estacionámos o carro e começámos a percorrer as ruelas até chegar à praia.
Claramente, tinha as expectativas demasiado elevadas. Marbella não é nada de especial, a maior
parte das praias a que fui eram sujas e estavam cheias de gente (minhas ricas praias portuguesas). A
zona histórica é gira, mas, mesmo assim, já vi cidades com muito mais para oferecer. A meu ver,
Marbella foi uma bela desilusão, sendo que a única coisa boa foi a variedade de produtos
alimentares e os preços baixos no supermercado. A sério!
No dia seguinte, despedimo-nos de Marbella (ainda bem!) e seguimos pela nossa rota até Algeciras,
na esperança de encontrar cidades mais cativantes (e encontrámos!).
Fomos a maior parte do tempo pela dita estrada nacional. O bom de viajar de carro é o facto de
podermos parar onde e quando quisermos. Passámos por praias lindíssimas e parámos em aldeias
“amorosas”, até chegarmos a Gibraltar.
Gibraltar foi a grande descoberta desta viagem. Não tinha qualquer expectativa e saí de lá
completamente apaixonada. É um território britânico ultramarino e, de facto, lá falam-se duas
línguas (inglês e espanhol) e um dialecto, o Llanito. O llanito ou yanito, é uma mistura das duas
línguas, a que junta ainda a influência árabe, hebraica, italiana, portuguesa e maltesa.
Para entrar em Gibraltar, temos obrigatoriamente de passar a fronteira. A partir do momento em
que a transpomos, temos logo o primeiro momento-maravilha deste pequeno recanto. É que a pista
de aterragem fica literalmente a meio da avenida principal, a Winston Churchill. Existe um semáforo
para pararem o trânsito automóvel sempre que um avião estiver para descolar ou para aterrar. E o
avião passa mesmo à nossa frente (no chão)… B-R-U-T-A-L!
Dar a volta ao rochedo de Gibraltar é uma experiência única e que, na minha opinião, deve ser feita
de carro. Mais ou menos a meio da volta, há uma mesquita. Tenham atenção à roupa, se quiserem
visitar a mesquita. Não podem entrar de ombros descobertos e\ou pernas ao léu. Agora, adivinhem
lá qual era o meu outfit… Pois, a mesquita terá de ficar para a próxima!
Finda a volta ao rochedo, acabámos por estacionar o carro no centro para explorarmos a vila a pé.
Decidimos não gastar a fortuna astronómica de andar de teleférico (a sério! É ridiculamente caro!) e
ficámos só mesmo pela vila. Vimos os macacos de Gibraltar, também conhecidos por berbere, são
amistosos e já estão habituados a serem constantemente fotografados pelos turistas. É uma vila
extremamente limpa e organizada e tão, mas tão, bonita. Por mim, ficava lá o resto dos dias…mas,
infelizmente (ou felizmente, depende do ponto de vista), não aconteceu. Já eram quase 18 horas e
ainda tínhamos um longo caminho a percorrer até Algeciras, pelo que nos fizemos à estrada até ao
nosso próximo destino.

(continua)

Macacos-gibraltar
Love

C

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