Todas queremos um Jack na nossa vida!

pai da criança

Há séries que servem só para entreter, quer seja por nos proporcionarem gargalhadas ou por nos obrigarem a pôr o cérebro a funcionar, e depois há séries que dão que pensar…séries sobre a vida, sobre o amor, sobre a família e\ou sobre o trabalho…e o This is Us é definitivamente uma destas.
Eu sou uma amante de filmes e séries, vejo de tudo e mais alguma coisa. Vejo na hora, ponho a gravar, faço maratonas, tanto faz. Se ao primeiro episódio uma série me atrai, é certinho e direitinho que vou acompanhar.
This is Us deve ter sido a série que, durante o ano passado, teve mais publicidade. Era anúncio televisivo à sua estreia a cada 5 minutos, cartazes pela rua, outdoors nas paragens de autocarro e claro está, fiquei com vontade de a ver. Com a gravidez e a preparação das avaliações anuais no trabalho antes de entrar de baixa, deixei passar os primeiros episódios e, quando me lembrei, a série já ia a meio. Decidi não ver, gosto de acompanhar as séries desde o princípio e nas gravações não consegui “apanhar” os primeiros episódios.
Agora, aproveitando a chegada da estreia da 2ª temporada e porque a FOX Life estava a repetir a primeira temporada toda, comecei a ver.
Só vos digo que em 2 dias, 1 dos quais não estive em casa a tarde toda, vi 8 episódios. É que esta série é mesmo “tão nós”, como o próprio nome indica. Não há como não nos identificarmos com as personagens principais, com a jovialidade da Rebecca, a busca pela perfeição do Randall, as inseguranças da Kate, a bondade do Jack, a vontade de mudança do Kevin. Os medos, as alegrias, as perdas, o bullying, o racismo… esta série aborda de tudo um pouco.
Vi o 12º episódio há alguns dias, episódio esse que me fez chorar do início ao fim e que me trouxe a escrever estas linhas hoje (entretanto já acabei de ver a primeira temporada toda e estou a acompanhar a segunda).
Há uma personagem que adoro, o Jack. E acho mesmo que todas as crianças deste mundo merecem um Jack nesta vida. Passámos da era em que os pais (homens) eram meros portadores do dinheiro para sustentar as famílias e as mães tinham o papel crucial na educação e desenvolvimento da criança. Entretanto as coisas foram mudando (ainda bem!) e agora vemos pais (homens) cada vez mais envolvidos na educação da criança, começando no aumento da duração da licença de paternidade, que veio dar mais direitos também ao pai.
Por vezes os pais (homens) não fazem ideia do valor que a sua presença faz no crescimento da criança e nós, mães, muitas vezes não damos o devido valor ao homem que temos em casa.
Se há coisa que tenho a certeza que fiz bem nesta vida foi a escolha do pai da minha filha. Eu sou uma grande sortuda, porque tenho mesmo um Jack na minha vida.  Mas, com a azáfama do dia-a-dia, o stress de ter as coisas prontas a tempo, preparar a bebé, o trabalho, o ginásio, o acordar cedo, o deitar tarde, o cansaço diário e basicamente ver o dia a passar num ápice, dou por mim a não dar o devido valor ao “meu Jack”.
Nunca lhe respondi mal, nunca gritei com ele, nunca discutimos de verdade, mas os dias vão passando e aquele homem, que de um dia para outro tornou-se pai, tal como eu me tornei mãe, vai fazendo o que lhe peço, vai respondendo às minhas necessidades, vai acudindo as minhas 1001 exigências sem reclamar, sem se chatear, sem me mandar ir dar uma volta ao bilhar grande. E eu nunca o agradeci à séria. Nunca agradeci a paciência, o companheirismo e principalmente o amor e apoio que me têm dado nos últimos meses.
E dou por mim a pensar… que andamos nós a fazer nesta vida? Ela passa ao nosso lado. Não paramos para agradecer, para falar, para rir, para desabafar, para olhar para quem está ao nosso lado, para saber se está (mesmo) tudo bem. É um corre corre diário e constante…e um dia, quando tivermos a necessidade de abrandar, o Jack da nossa vida pode já lá não estar por n razões.
Isto tudo para dizer…não deixem para amanhã o olhar, o abraço, o beijinho, o perguntar se “está tudo bem?”, a mensagem na hora de almoço, a chamada no final do dia, o beijo de boa noite, o esclarecer de um mal-entendido, o sorriso de um bom dia…porque amanhã o Jack da nossa vida pode não estar e a culpa poderá ser toda nossa!

paternidade
Love
C

4 Comment

  1. Kéké says: Reply

    Eu todos os dias tento agradecer a alguém que me faz bem. Porque a vida passa mesmo num ápice.
    Confesso que há bastante tempo que não vejo TV, mas agora fiquei com uma enorme vontade de começar a ver essa série.
    Um grande beijinho
    http://www.keke.pt

    1. Claudia Oliveira says: Reply

      E fazes tu muito bem querida Raquel! Um beijinho muito grande e obrigada pelo teu comentário.

      Claudia <3

  2. vanessa Silva says: Reply

    Claudia meu amor, como sempre consegues sempre tocar o meu curacao com as tuas palavras, tens o poder da escrita, tens o dom de atraves do que escreves fazer os teus leitores refletirem por alguns segundos. Desejo te TODO o sucesso do mundo para o teu blog.
    PS: vou pesquisar na net onde possa ver a série!

    1. Claudia Oliveira says: Reply

      Oh Vanessa assim fico sem jeito!

      Muito obrigada pelo teu carinho e pelas tuas palavras! Quanto à série está atenta à Fox Life.

      Um beijinho no <3 e obrigada pelo comentário 😉

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