África Show

Se há evento em que tenho mesmo muito gosto de ir é o África Show.
Primeiro porque é um evento aberto ao público, é mais genuíno, mais verdadeiro. É um desfile para as pessoas comuns, com a finalidade de dar a conhecer novas tendências, e não algo exclusivo para “famosos” do mundo da moda, cinema, televisão e mundo digital como a maior parte dos eventos desse género.
Segundo, porque dá a oportunidade aos estilistas africanos de mostrarem toda a sua versatilidade. Há peças tão giras, que assentam tão bem… E agora que o tecido africano está na moda, há que lhe dar finalmente o seu devido valor e tempo de antena.
Terceiro, porque sim! Gosto de moda (caso ainda não tivessem reparado) e adoro tudo o que envolva o mágico mundo de qualquer arte, desde a sua idealização à concepção final.
Passando ao mais importante, o Lisboa Design Show é todos os anos organizado pela FIL. São 5 dias de promoção à arte em todas as suas vertentes (vestuário, joalharia, calçado, decoração, etc). O melhor disto tudo é que não se limita somente à exposição, tendo também uma vertente mais dinâmica com conferências, workshops e desfiles.
No dia 07/10 foi o desfile dedicado aos criadores africanos (residentes e não residentes em Portugal). Em comparação ao ano passado, este ano o número de estilistas presentes era muito superior, o que fez com que o desfile também demorasse muito mais tempo… Até que enfim! Não deixo de ficar feliz com esta pequena comunidade de moda africana que está aos poucos a crescer em Portugal.
Este ano também tive a oportunidade de conhecer e\ou rever caras amigas, entre designers, fotógrafos, bloggers, actores, jornalistas e amantes da moda.
A afluência este ano também foi maior e a FIL estava preparadíssima para tal, tendo proporcionado um espaço muito maior para o público em geral e os convidados.
Estive lá durante o evento todo, acompanhada pelas minhas parceiras no crime, M&M (ahahah), que é como quem diz, a minha irmã e a minha prima.
Digamos que foi um pouco complicado escolher os meus favoritos, porque todos (mas mesmo todos) tinham uma peça ou outra que me ficou guardada no coração. Mas, baseando-me nas colecções que tinham mais peças que eu vestiria, os meus óscares da moda vão para Joan Auguni, Ana de Sá e Conde dos Bolos.
Conde dos Bolos inspirou-se na Índia para a colecção que apresentou, país que sempre me fascinou, e que foi realmente meio caminho andado para adorar as peças e toda a teatralidade do desfile em si. Durante uns minutos fomos quase que transportados para esse país, enquanto que ao som de músicas de Bollywood, eram apresentadas peças lindas e com acabamentos cuidados (sem muitos excessos), que transpiravam a cultura indiana de todos os ângulos.
Joan Auguni presenteou-nos com uma colecção jovial, aliando peças do dia-a-dia com um toque de África. Peças que claramente qualquer pessoa pode usar… E eu claramente vou ser uma delas. Ainda bem que o atelier é no Parque das Nações, vai-me dar cá um jeitaço 😉
Ana de Sá tinha uma colecção mais dedicada a vestidos de gala. A maior parte dos vestidos tinham apontamentos com brilhantes e eram inspirados na pureza da flor de lótus, a qual dá o nome à colecção apresentada.
As fotografias não são as melhores, às vezes tenho estas brilhantes ideias de apagar coisas em massa sem confirmar primeiro, o que fez com que perdesse grande parte das fotos num acto de homicídio fotográfico.

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As minhas peças favoritas <3

Não quero deixar de terminar este post sem dar os meus parabéns à FIL por esta fantástica iniciativa.
Que para o ano seja ainda maior e melhor!

Love
C.

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