Paris – Dia 1

11 de Dezembro de 2015

 

O dia resumido numa frase: Honestidade e simpatia, nem sabe o bem que lhe fazia! 

 

O dia começou como qualquer outro dia normal de trabalho. Acordei de madrugada, leia-se às 6 da manhã. Preparei-me para sair à velocidade da luz e mesmo assim cheguei atrasada ao escritório. 

O dia passou sem grandes problemas, como qualquer 6ª feira. A única diferença era que me sentia mais energética do que o habitual:) 

Saí mais cedo e fui buscar o maridão F ao trabalho, estacionámos o carro perto do aeroporto e lá fomos nós…Destino? Paris! 

Tanta coisa, tanta coisa e nenhum tipo de controlo extra foi feito. Depois de um embarque um pouco atribulado, mudámos de porta de embarque 3 vezes, sim 3, lá conseguimos entrar no bendito avião e seguir voo. 

 

Antes de continuar preciso de vos confessar uma coisa, nunca tive vontade de conhecer Paris é verdade, sou uma mulher amante de sol e praia e Paris, para além de não ter praia, tem aquela conotação de cidade do amor com a qual nunca me identifiquei. Sou uma mulher do contrasim sempre o fui. 

O ponto de viragem e aquilo que podemos dizer que foi o que despoletou a minha curiosidade foi o filme do Woody Allen, Meia-noite em Paris. Depois de ver esse filme fiquei com uma pequena, ínfima vontade de conhecer a cidade. 

Também tenho que dar créditos à minha irmã M, que depois de ter lá passado o Natal e a passagem de ano do ano passado, não se cala com o raio da cidade e até pondera ir para lá estudar artes e abrir horizontes. 

 

E pronto, aproveitando uma promoção online e depois de um ano praticamente sem férias dignas de assim serem chamadas, lá resolvemos que Paris seria o destino. 

A viagem foi muito tranquila, saímos a horas e chegámos ao destino a horas. Nem dei pelo tempo a passar, entre a excitação de chegar e um cochilo e outro, dei por mim já a preparar-me para aterrar. Lá ao fundo vi a Torre Eiffel que, pedindo desde já as minhas desculpas aos mais susceptíveis pela minha franqueza, de longe, lá de cima nada mais parecia do que uma gigante àrvore de Natal sem bolas. 

 

Aterrámos e, ainda dentro do aeroporto fomos prendados por um bebêdo todo desfraldado de garrafa na mão e a cantarolar músicas francesas, houve quem não tenha achado muita graça…eu adorei! 

À saída do aeroporto lá fui apanhando conversas alheias para tentar acordar o meu francês muito básico deveras adormecido, consegui perceber 3 palavras, Parfois, aussi e allors! 

Sempre fui fascinada por línguas e por tentar compreender o incompreensível aos ouvidos dos turistas mas diga-se de passagem que o ritmo acelerado dos parisienses não me estava a ajudar e o objectivo de aprender a falar francês em 3 dias não foi de todo atingido. É que sabem, pior que a minha tentativa falhada, é mesmo esta pronúncia do Sul da Itália que tanto se faz sentir quando falo qualquer outra língua que não seja português. 

Abençoado meu maridão F, um cavaleiro poliglota, sempre preparado para socorrer a sua donzela amada em caso de olhar desesperado quando algum parisiense me perguntava qualquer coisa (mas isso é conversa para o dia 2). 

 

Do aeroporto (Orly) para o centro da cidade ainda fizemos uns bons 30 minutos e durante o caminho fiquei surpreendida pelo trânsito que apanhámos, afinal eram 23 horas de uma 6ª feira e eu já não tenho esses ritmos libertinos de jovens na flor da idade (não que alguma vez tenha tido, mas pronto, pormenores). 

A caminho do hotel passei pela Catedral de Notre-Dame. Fiquei F-A-S-C-I-N-A-D-A por aquela beldade arquitectónica, aquilo sim, é claramente a minha onda. De longe o monumento mais lindo de Paris (para mim). 

Entre “Ahhhhhhhh!”, “Ohhhhhhhhhhh!”, “Meu bem olha ali tão giro!”, “Isto é tão lindo!”, “Olha aquelas montras com animação!”, “Oh meu Deus que emoção!” e tantas outras coisas desse género, qual adolescente com as hormonas aos saltos a ver um concerto do Justin Bieber, lá chegámos ao hotel!

 

Preferimos pagar um pouco mais e ficar num hotel que ficasse perto do centro e da linha do metro. Ficámos praticamente a meio caminho entre as Galerias Lafayette e os Campos Elísios. 

À entrada do hotel fomos recepcionados por um jovem extremamente simpático, originário dos Camarões que, imaginem só, falava português. 

Entre conversas de circunstância e outras mais pessoais, ele fez-nos sentir à vontade quase como em casa, mal sabíamos nós o que nos esperava lá em cima. 

Depois de 45 minutos de conversa fiada, lá demos a coisa por terminada. O cansaço já se fazia sentir e ainda queríamos dar um passeio pelas redondezas depois de deixar as malas no quarto (loucos, eu sei…esperem para ver o que vos vou contar sobre o dia 2, noutro post, que este já vai para enooooorrrrmmmmeeeee).

 

Quarto nº14, número especial, dia do nosso casamento e dia do aniversário do maridão F. 

Ao abrir a porta não encontrámos um simples quarto duplo (o que reservei pelo Booking) mas uma bela suite presidencial com direito a sala de estar com sofá, mesa de refeições e mini-bar, quarto com closet, casa de banho com banheira e chuveiro e vista dos 2 lados, a vista do quarto era para a estrada principal. 

Entre a felicidade de ter uma casa ao nosso dispor e o medo de que poderia ser um erro por parte do hotel e que, de certeza, me iria doer na alma durante o check out, decidimos descer e esclarecer a situação. E foi aí que descobrimos que ao ter enviado um email todo simpático umas semanas antes da nossa viagem (tinha uma dúvida sobre o cartão de crédito e queria esclarecer tudo antes da viagem para prevenir eventuais problemas) o hotel resolveu nos oferecer o up up up upgrade. Pelos vistos não é muito usual ser simpático por aquelas bandas, coisa que depois confirmei. Devo dizer que não foi nada mau para começar;) 

Dito isto, agradecemos muito o mimo e fomos dar o nosso pequeno passeio (aquele que deveria ter sido feito quase 2 horas antes) até às Galerias Lafayette. Voltámos aos aposentos já perto da 1:30 da manhã com o despertador preparado para tocar às 7:30 do dia seguinte. 

 

Claramente não estava bem a ver no que me iria meter no dia seguinte. 

 

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                                                                                                  A sala da tal suite 😉

Love 

C 


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