Paris – Dia 3 (Já não era sem tempo)

1,2,3…o número que Deus fez!

 

Sim, é verdade, tive três dias em Paris em dezembro do ano passado e demorei três meses a contá-lo!

Vocês não sabem, mas isto não é mais do que uma manobra de marketing para não se esquecerem do blog e ficarem impacientes à espera das minhas publicações…Ah ah ah!

Bom, piadas à parte, hoje sim, depois do primeirosegundo dia, partilho convosco o terceiro e último dia na cidade dos macarons e baguetes debaixo do braço.

Ora bem…

 

13 de dezembro 2015

7:30 – o primeiro despertador toca…eu prolongo por mais 10 minutos!

7:40 – o segundo despertador toca…eu prolongo por mais 10 minutos!

7:50 – o terceiro despertador toca…eu prolongo por mais 10 minutos…e tento mexer-me (sem sucesso)!

8:00 – o quarto despertador toca…tive os últimos 10 minutos envolvida nos meus pensamentos e acabei por tomar a decisão mais drástica do fim de semana…reprogramei o despertador para as 9:30, virei-me para o lado e tentei descansar mais um bocado, não demorei 5 minutos a voltar a adormecer.

Às vezes temos que tomar decisões que não gostamos, mas que claramente são o melhor para nós.

Naquele momento, apesar da minha sede de conhecimento pedir para me levantar daquela cama e viver as últimas horas em Paris, o meu corpo implorava por mais descanso.

 

Acordámos às 9:30 e, sendo eu uma pessoa extremamente organizada, fui adiantando as malas para poupar tempo enquanto ele tomava banho.

Tomámos o pequeno-almoço rapidamente e partimos à descoberta…outra vez!

A minha drástica decisão da manhã fez com que não tivéssemos tempo para visitar o bairro Pigalle (onde fica o mediático Moulin Rouge) e a Basílica de Sacré Coeur. Mas vendo pelo lado positivo da coisa, sempre vou ter uma desculpa para lá voltar…não agora, um dia!

 

Fomos dar uma vista pelas redondezas e acabámos por entrar nas Galerias Lafayette e nos Magasins Printemps. Ok, digamos que aquilo é um pouco confuso para mim, mas não deixa de ser interessante para quem gosta de trapinhos e sapatinhos (moi!).

Fiquei maravilhada com as montras animadas das várias marcas! Uma manobra de marketing de génio para aliciar as pessoas a parar, entrar e comprar…ou só parar, entrar e sair…como eu!

À saída fomos tomar um cafezinho (atenção que o preço praticado no balcão é mais barato do que o praticado à mesa) e descobrimos que tartine é nada mais do que uma baguete com manteiga e compota e que o croissant deve ser comido simples, a não ser que queiram ser olhados como 2 extraterrestres que proferem tal ultraje :O

 

Com os minutos contados vi lá no fundo, pelo canto do olho, uma ponta de algo de ouro…achei que valia a pena espreitar.

Quando lá chegámos deparámo-nos com a ópera! A Ópera! Aquela ópera! A ópera Garnier! Sim Garnier como o champô! Quer dizer…uma das razões por ter escolhido aquele hotel foi o facto de ser central e de ficar perto DESSA ópera, e estava prestes a deixar a cidade, completamente esquecida de a visitar. Desde pequena que sou apaixonada por óperas e teatros, não sei o porquê, mas gosto, é algo que me fascina.

Aí está, o substantivo perfeito…fascínio! Saí de lá completamente fascinada e…atrasada!

 

Uma pequena corridinha até ao hotel, check-out feito, metro, carro e avião!

Quando chegámos ao aeroporto tínhamos ainda uma hora para almoçar…foi o almoço de aeroporto mais caro da minha vida, no entanto a comida era relativamente boa e a simpatia dos funcionários fez-me esquecer (por uns segundos) o colossal roubo.

Foi a primeira vez que viajei com a Transavia e gostei muito. Avião espaçoso Q.B., tripulação atenciosa e voo sem atrasos, como eu gosto.

O que não foi tão giro foi a molha que apanhamos à saída do aeroporto de Lisboa até ao parque onde estava o carro.

 

Ai Paris, Paris (pronunciar com sotaque francês), cidade de rotundas, baguetes e Minis (o carro). Deixo Paris com uma promessa, o de voltar para assistir a uma ópera na Garnier…não agora, 1 dia!

 

 

 

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(a tal “pontinha de ouro” da ópera Garnier)

Love

C.

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