Roadtrip Puglia – As cidades

Ai, Itália, Itália!

Seja pela cultura ou pelo lazer (ou ambos!), a Itália é aquele país que satisfaz todos os gostos.
Sou suspeita, eu sei, mas a Itália é mesmo aquele país que aconselho toda a gente a ir.
Há montanhas, há lagos, há neve, há sol, há mar (quente), há vinhas, há uma infinidade de museus, igrejas e locais históricos, há moda, há cinema, há tudo.
E depois temos a gastronomia, os vinhos, o azeite, o queijo, o tomate, os enchidos, o pão, as azeitonas… em suma, todos os produtos locais e frescos. E não! Itália não é só massa e pizza!
Que eu sou uma amante do Sul da Itália já toda a gente sabe. O meu coração está lá, ele vibra sempre que lá vou e, se não fossem os vários problemas político-económicos e sociais que se vivem actualmente por lá, via-me mesmo a morar algures numa vivenda modesta na ilha de Ischia, um trullo na região da Puglia ou numa vivenda igualmente modesta na região da Calabria (em frente ao mar, claro!).

No ano passado, decidimos fazer as nossas férias na Puglia. Foi a nossa primeira roadtrip com a Matilde e, tirando um percalço ou outro, não podia ter corrido melhor.
A Matilde está habituada desde pequena a fazer médias e longas viagens de carro. Organizámo-nos de modo a que, quando tivéssemos de fazer as viagens mais longas, as fizéssemos depois de almoço, pois assim ela iria dormindo a sesta e descansava.
Alugámos um carro em Nápoles (significativamente mais barato) e fizemos quase 2000 kms durante os nove dias, experiência que fui partilhando na página do Instagram do blog através dos stories.
Dividimos a viagem em duas partes: os primeiros dias foram mais virados para a cultura e para conhecer as vilas históricas; os últimos foram mais dedicados à praia e às vilas costeiras. Esta família é uma grande amante de sol, mar e areia nos pés.
Neste primeiro texto sobre a nossa viagem, falo-vos um pouco sobre cada cidade que visitámos e mostro-vos algumas fotografias que foram tiradas com a DJI Osmo Pocket (ainda tenho que vos falar a sério sobre esta pequena maravilha). Num posterior, irei falar-vos sobre os custos da viagem (que já foram partilhados na página do Instagram durante a viagem) e dar-vos umas dicas sobre a região em si, como já é hábito por aqui.

E agora, vamos dar um saltinho até à Puglia?

Locorotondo

Esta foi a cidade onde deixei o meu coração. Locorotondo é a menos turística de todas as que visitámos e tem uma beleza muito rural, muito característica, muito “intocada”. Fiquei completamente apaixonada. Ficámos 3 noites em Locorotondo, num trullo verdadeiro (já vos explico o que é um trullo). A cidade tem este nome porque a vila histórica tem uma estrutura circular que pode ser vista ao longe, aliás o nome quer efectivamente dizer local redondo. O melhor é perderem-se pelas ruas e deixarem-se envolver pela atmosfera de uma cidade que se perdeu no tempo. Se estiverem a pensar ir à Puglia, Locorotondo não pode mesmo faltar no vosso roteiro. Vim a descobrir depois que foi eleita uma das vilas mais bonitas de Itália…e eu assino por baixo.

Alberobello

Ao contrário de Locorotondo, Alberobello deve ser a mais turística de todas.
Se quiserem tirar fotografias o melhor é ir de manhã bem cedo, para que tenham fotografias “limpas” sem muita gente.
Alberobello, que quer literalmente dizer árvore bonita, é a cidade oficial dos trulli.
O trullo, em plural trulli, é a casa típica pugliese. Toda feita de pedra calcária com um tecto em forma de cone, este tipo de construção é específico do Valle d’Itria. Teve a sua maior expansão durante o século XV e um facto muito peculiar é que todas estas casas foram construídas de modo a que, ao retirar uma das pedras, as construções ficassem completamente destruídas, permitindo aos proprietários do trullo não pagar as taxas locais quando vinha a inspecção da corte real.
Eu bem que tentei encontrar a tal pedra no trullo em que ficámos, mas não consegui 😉

Martina Franca
Para dizer a verdade, não ficámos muito tempo em Martina Franca. Parámos o carro e em 30 minutos vimos o centro histórico. Não foi cidade que me tenha seduzido, confesso, mas talvez tenha sido porque a visitei logo a seguir a Locorotondo. É uma cidade de estilo barroco muito conhecida pelas suas igrejas e pelo Palazzo Turnone. Não tenho nenhuma foto de Martina Franca porque gastei a bateria toda em Locorotondo.

Noci
Fomos passear a Noci à noite. Se há coisa que gostamos de fazer no Verão é de passear à noite, depois do jantar, para comer um gelado. Estivemos pouco tempo por aqui, mas fomos ao centro, onde a Matilde comeu uma fatia de focaccia por 0.50€ (sim mesmo cinquenta cêntimos). É uma cidade pequena, mas catita. Se tiverem tempo, vale a pena uma visita, sim.

Ostuni
Estivemos em Ostuni no final do dia, já mesmo ao anoitecer, e penso que se tivéssemos ido durante o dia não teria ficado tão encantada. Ostuni é conhecida como a cidade branca. O centro histórico fica no cimo da montanha, pelo que tem uma vista lindíssima por todo o vale. Esta é uma cidade que apaixona no primeiro momento e penso que foi uma das cidades mais fotografada (por mim) durante esta viagem.

Polignano a Mare
Estivemos 3 vezes em Polignano a Mare. Da primeira vez, fomos à praia (foi aqui que o marido se estreou nas águas do Adriático); da segunda, fomos conhecer a cidade; e da terceira passámos por lá só para nos despedirmos. Acho que isto diz muito sobre o que sentimos por Polignano. Aqui, situa-se um dos restaurantes mais conhecidos de toda a Puglia, a Grotta Palazzese, que fica dentro de uma gruta. A refeição é cara, mas vale a pena a experiência (que eu não fiz…ah ah ah).

Bari
Bari é a capital da Puglia. E, como qualquer capital, é cheia de turistas, carros, motas e pessoas no geral. Eu tinha um objectivo ao visitar Bari: queria ir de manhã cedo para ver as nonnas (avós) a prepararem orecchiette fresche (tipo de massa originária da Puglia) para o almoço. Elas preparam-nas à porta de casa, sentadas num banquinho, enquanto vão conversando entre si, e eu queria mesmo captar esse momento durante a minha visita ao centro histórico.
Infelizmente, estacionar o carro foi um autêntico pesadelo e chegámos tarde ao centro histórico. Só consegui ver uma senhora a acabar de preparar a massa, mas não cheguei a tirar fotos porque não tinha um ar muito simpático. O centro histórico é muito bonito, faz lembrar um pouco o bairro de Alfama em Lisboa ou o próprio Porto. Agora, que penso nisso, há muitos centros históricos no Sul da Itália que relembram esses 2 locais, incluindo Nápoles. De Bari não podem é sair sem comer a focaccia barese, 2 euros uma fatia.

Panino con salame e mozzarella…heaven!

Otranto
Os amantes de águas cristalinas e límpidas não podem deixar de visitar Otranto durante o dia. Fomos a Otranto jantar a uma pizzeria praticamente sobre o mar e, assim que vimos a cor das águas (à noite) soubemos que tínhamos de lá voltar durante o dia. E assim, no dia seguinte, fomos ver aquela que é a cidade com o mar mais hipnotizante (a meu ver). Otranto é uma cidade muito bonita, quer de noite quer de dia, tem imensas lojinhas tradicionais que pintam de cores as paredes brancas do centro histórico. O melhor é vestirem roupa confortável e ténis, porque há muitas subidas pelo centro histórico que valem a pena serem feitas. Foi em Otranto também que comi a melhor sandes de sempre…puccia alla porchetta, só de me lembrar estou a salivar. Que delícia, meus senhores, que delícia!

Monopoli
Ahhhhhhhhhhh Monopoli sua linda! Que bela surpresa que foi Monopoli, aqui comemos o melhor almoço e tirei (penso eu) as melhores fotografias de todas as nossas férias. Monopoli é das maiores cidades de entre as que vos trago hoje e foi onde não olhámos ao tempo para retomarmos a nossa viagem, pois em cada esquina havia uma surpresa (das boas!). Deixo-vos as fotos porque não dá para expressar por palavras o quanto gostei desta cidade.

Busted

Taranto
Foi a cidade que mais me desiludiu, demasiada confusão (pessoas e carros). Em Taranto, tive também a experiência mais surreal de sempre num AirBnb que não recomendo a ninguém. Acabámos por não nos deter muito a conhecer esta cidade, porque este foi o nosso poiso para irmos conhecer as melhores praias do Litoral (San Pietro in Bevagna, Punta Prosciutto, Porto Cesareo). As fotos que vos mostro em baixo são dessas praias, porque não tenho nenhuma foto de Taranto…ups!

Il pasticciotto
Grávida de 2 meses…sem saber 😉
La fresella

Matera
Eu nem sei bem por onde começar para falar sobre Matera. Começo por dizer que não faz parte da região da Puglia, mas sim da Basilicata. Foi a nossa paragem no regresso a Nápoles e apanhámos um pôr do sol memorável nesta cidade. Tenho imensa pena de não ter ficado aqui mais tempo, Matera é única. Esta cidade estava na bucket list do marido: é recheadinha de história, tem 8000 anos, sendo uma das 3 cidades mais antigas do mundo. As outras duas são Aleppo e Jericó…de nada!
Matera foi o cenário de um dos filmes religiosos mais aclamados, a Paixão de Cristo, e foi eleita no ano passado capital europeia da cultura.
Conhecida pelo seu pão, o pão de Matera IGP, é enorme, e é benzido antes de ir ao forno. Ao cortar o pão, o formato das fatias lembra o de um coração.

E pronto, esta foi a lista de cidades (mais importantes) que visitámos. Pelo meio, ficaram outras pelas quais passámos, mas não o tempo suficiente para vos dar uma opinião concreta. De qualquer forma, poderei falar melhor sobre elas no guia que estou a preparar para vocês sobre esta viagem.

Consegui inspirar-vos o suficiente para marcarem as vossas próximas férias?

Love
C

5 Replies to “Roadtrip Puglia – As cidades”

  1. Se me inspiraste? Eu já quero ir mas depois das tuas palavras acho que vou já amanhã…ai o trabalho… Ups

    1. Claudia Oliveira says: Responder

      Agora não consegues ir mesmo…ups 😉 Mas vale a pena sim! Um beijinho e obrigada pelo comentário Ana <3

  2. Lindo, ja fiquei com vontade de conhecer Puglia. ❤❤❤❤

    1. Claudia Oliveira says: Responder

      Eheheh vale a pena uma visita Cátia (apesar de agora não ser possível :/) Um beijinho e obrigada pelo comentário <3

  3. […] compra” que apareceu a DJI Osmo Pocket na minha vida. Tive a oportunidade de testá-la durante o roadtrip que fizemos em Setembro no Sul da Itália, mais concretamente na região da Puglia (o salto da […]

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